Entre o cerrado e o diploma: estudantes celebram a primeira Aula da Saudade do curso de Jornalismo
- 23 de jun.
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Atualizado: 24 de jun.
Encontro reuniu estudantes, professores, familiares e amigos para celebrar trajetórias, agradecer e inaugurar tradição que deve acompanhar as próximas turmas do curso
Por: Izabella Morais
“Cada história é uma vida inteira contada em fragmentos.” A frase da jornalista e escritora Eliane Brum deu o tom da noite que marcou o encerramento de um ciclo para três novos profissionais jornalistas. Ao mesmo tempo é o início de uma nova tradição, a despedida no derradeiro encontro ou aula da saudade no curso de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus Universitário do Araguaia.

No dia 10 de abril, às 20h, na sala 224, estudantes, professores, familiares e amigos se reuniram para a primeira Aula da Saudade do curso. Mais do que uma cerimônia de despedida, o encontro foi uma celebração dos afetos construídos ao longo da graduação, das histórias compartilhadas e das transformações vividas dentro e fora da universidade.
Entre pautas, seminários, trabalhos entregues às pressas, coberturas, risadas nos corredores e incontáveis horas dedicadas à formação, os estudantes construíram muito mais do que uma trajetória acadêmica. Construíram vínculos. E foi justamente isso que a Aula da Saudade buscou eternizar: os fragmentos que, reunidos, contam a história de cada aluno.
Organizado pela Professora Aliana Camargo e pelos próprios formandos, o evento contou com a participação de alunos voluntários da disciplina de jornalismo comunitário na recepção dos convidados, no cerimonial, na projeção de imagens, nos registros fotográficos e até na confecção artesanal de detalhes da decoração. Cada gesto carregava o desejo de transformar aquela noite em uma memória inesquecível.
Para Carol, Icarus e Ivonete, a Aula da Saudade representou a oportunidade de olhar para trás e reconhecer o caminho percorrido. As dificuldades enfrentadas ao longo da graduação dividiram espaço com a gratidão pelos professores, pelos colegas que se tornaram rede de apoio, pela família e pelas experiências que moldaram não apenas profissionais, mas também pessoas mais sensíveis às histórias do outro.

Além da emoção da despedida, havia também um sentimento de continuidade. Afinal, se aquela era a primeira Aula da Saudade do Jornalismo da UFMT Araguaia, outras virão. Novas turmas ocuparão as salas, enfrentarão desafios, criarão amizades e, no futuro, também terão suas próprias histórias para celebrar.
Ao final da noite, ficou a certeza de que o diploma simboliza apenas uma parte da jornada. O que permanece são as memórias: as entrevistas inesquecíveis, as inseguranças do começo, as conquistas compartilhadas e os encontros que transformaram a vida universitária em uma narrativa coletiva.
Se a saudade é a prova de que algo valeu a pena, então esta foi apenas a primeira de muitas aulas que o coração do Jornalismo ainda irá celebrar.
Fragmentos da Saudade
Para registrar esse momento histórico, o Vitrine da Raposa conversou com estudantes que viveram essa trajetória e pediu que completassem uma frase simples, mas cheia de significado:
“O Jornalismo me ensinou a olhar o próximo com empatia e dar voz à quem precisa” - Ana Carolina do Carmo
“O Jornalismo me ensinou que comunicação e apuração se faz sempre com um olhar social. Trazer informações e debates para a população requer pensamento plural e comunitário” - Ícarus Silva
“O Jornalismo me ensinou que em uma apuração, considerando as fontes em sua identidade única, devemos considerar e respeitar a subjetividade” - Ivonete Passos
As respostas, diferentes entre si, ajudam a compor um retrato do que significa passar pela universidade: cada experiência é única, mas todas carregam um pouco do poder transformador do encontro com o outro.



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