Estudantes representam a UFMT em Brasília e celebram conquista na Expocom
- 8 de jun.
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Atualizado: 27 de jul.
Durante a viagem ao Intercom Centro-Oeste, acadêmicos de Jornalismo da UFMT Araguaia, conciliam atividades acadêmicas, visitas técnicas e experiências culturais em Brasília
Por: Sophia Claudino
Na manhã do dia 19 de maio, estudantes e professores do curso de Jornalismo da UFMT Araguaia partiram rumo a Brasília para participar do Intercom Centro-Oeste. O evento é considerado um dos maiores na área da comunicação da América Latina. Há quilômetros de casa, compartilhamos o sonho de participar do Intercom e, quem diria, ganhamos um prêmio da Expocom colocado na mala de boas vivências e aprendizados.

O congresso foi realizado no Centro Universitário de Brasília (CEUB), entre os dias 20 e 22 de maio, localizado em uma das asas (norte) do avião planejado pelo urbanista Lúcio Costa. Ao chegar na cidade, sentimos uma mistura clássica de ansiedade, sono acumulado e expectativa. Afinal, foram 10 horas dentro do ônibus. Além de aproveitar para assistir as palestras, estávamos levando nossos trabalhos, nossas pesquisas para apresentar diante de outras universidades.
O primeiro dia do evento começou com o credenciamento dos participantes e a cerimônia de abertura, mas foi durante a tarde que a adrenalina realmente apareceu. As apresentações da Expocom começaram e, junto com elas, veio aquele frio na barriga. A emoção se resumia a jovens apresentando apresentar meses de dedicação em apenas dez minutos. Com exceção dos professores, a maioria dos estudantes estavam em sua primeira experiência num evento científico.
As raposas, mascote adotado como representação dos estudantes de jornalismo, chegaram à Expocom levando pesquisas, projetos e dedicação. Com 16 anos de trabalho e produção no curso, a “Agência de Jornalismo Focaia”, apresentado por Estênio Mota e orientado pelo professor Antônio da Silva, foi o grande vencedor do Expocom. Que conquista! No momento que anunciaram o resultado muitos estudantes se emocionaram. Certamente é um incentivo para buscar novas conquistas.
Outros trabalhos apresentados também merecem destaque. “O impacto da música e seu poder de conexão entre gerações”, de Francisco Lucídio, trata sobre a relação entre Apoena e Irineu, o primeiro é o neto que recebe do seu avô herança musical. Essa construção por meio da música é um elemento forte para a construção da identidade e memória. “Assessoria de Comunicação e Imprensa para Projetos de Pesquisa”, de Wanessa da Conceição Barbosa; “Da sobrevivência à resistência: os impactos da Lei Cota Zero para os pescadores do Araguaia”, de João Pedro Souza Vieira; “Movimento Punk: onde há poder há resistência”, de Bruna Milhomem; e “Expressões que ferem”, de Izabella Morais, resulta da pesquisa de termos racistas que são utilizados e precisam ser revistos para combatermos o racismo estrutural na sociedade brasileira.
Enquanto alguns apresentavam seus trabalhos, outros corriam de uma sala para outra para prestigiar os colegas, era praticamente impossível estar em todos os lugares ao mesmo tempo, mas a vontade de acompanhar cada apresentação fazia a gente tentar.
O segundo dia trouxe oficinas, minicursos, apresentações da Jornada de Extensão e grupos de pesquisas. Entre os destaques da programação esteve o trabalho “Jornalismo em expansão na pluralidade de vozes: reflexão e empirismo na produção de notícias na dinâmica das novas linguagens”, apresentado por estudantes da UFMT. Também participaram integrantes do grupo de pesquisa na área de Folkcomunicação e Comunicação Intercultural, discutindo temas como movimentos sociais, comunicação e diversidade.
Então chegou o terceiro dia, depois das últimas apresentações e da palestra de encerramento, veio o momento mais aguardado: a premiação da Expocom. Quando o nome da UFMT Campus Araguaia foi anunciado como vencedor na categoria Agência Escola/Júnior de Jornalismo, a comemoração foi imediata. O trabalho “Agência de Jornalismo Focaia”, desenvolvido por Estênio Mota, conquistou o prêmio e garantiu à delegação um retorno para casa ainda mais especial. No sábado, às 7h30 da manhã, começamos a viagem de volta para casa, voltamos cansados, com sono acumulado, celulares lotados de fotos, vídeos e histórias para contar. No fim das contas, o prêmio foi só uma parte da viagem, o que ficou mesmo foram as experiências vividas, as pessoas que conhecemos e as histórias que agora fazem parte da nossa trajetória profissional. Agora, o próximo sonho já tem destino certo: a etapa nacional da Expocom.
Descobrindo Brasília: entre perrengues acadêmicos, turismo e novas experiências
A participação dos estudantes de Jornalismo da UFMT Araguaia no Intercom Centro-Oeste foi além das apresentações acadêmicas e da conquista de um prêmio Expocom. Durante os dias em que estiveram em Brasília, os estudantes também vivenciaram experiências culturais, visitas técnicas, descobertas gastronômicas e alguns perrengues que marcaram a viagem.
Mas nem só de apresentações vive um estudante no congresso, Brasília decidiu nos ensinar uma lição importante: conseguir um Uber na capital federal pode ser mais difícil do que apresentar um trabalho para uma banca avaliadora. Muitos estudantes ficaram hospedados na Asa Norte, o bairro é bonito, organizado e arborizado, mas, para quem não conhece a cidade, todas as quadras parecem iguais. Entre corridas canceladas, motoristas que não aceitavam chamadas e caminhadas inesperadas, houve quem chegasse atrasado aos compromissos. Além da batalha diária para chegar aos locais do evento, também teve a correria para acompanhar os trabalhos dos colegas. Era comum sair de uma apresentação e correr para outra sala, muitas vezes sem tempo nem para tomar água. Faz parte da experiência de qualquer congresso universitário: muita informação, muitos encontros e a sensação de que sempre está acontecendo algo interessante em outro lugar.

No meio da correria, também encontramos tempo para conhecer a cidade, visitamos a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), responsável por veículos como a TV Brasil e a Rádio Nacional. Conhecemos redações, estúdios e até o local onde é produzido o tradicional programa “A Voz do Brasil”. Para estudantes de Jornalismo, foi uma experiência que aproximou a teoria da prática e mostrou possibilidades para o futuro profissional. Também sobrou espaço para o turismo, entre um compromisso e outro, passamos pelo Museu Nacional da República, onde estava em cartaz a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, intitulada “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”. As exposições convidavam à reflexão e ofereciam uma pausa em meio à correria do congresso. A Catedral Metropolitana de Brasília foi outro ponto que impressiona quem visita, a luz atravessando os vitrais, a arquitetura monumental e as esculturas dos quatro evangelistas fizeram muitos de nós parar por alguns minutos apenas para observar, para alguns foi com certeza a arquitetura mais bonita que vimos.

Também passamos pelo Congresso Nacional, tiramos fotos na Esplanada dos Ministérios, caminhamos pela Praça dos Três Poderes e, claro, exploramos os shoppings da cidade em busca de lembrancinhas para amigos e familiares. E como toda viagem também passa pela comida, reservamos um tempo para conhecer novos sabores. Brasília, construída por gente vinda de diferentes cantos do país, carrega influências que também chegam à mesa, experimentamos pratos da culinária nortista, como pato no tucupi, vatapá, peixada e bolo de peixe, sabores que ficaram guardados na memória. Em uma das noites, conhecemos o Beco do Jazz, espaço cultural que reúne música ao vivo, barracas de alimentação, artesanato e muita gente sentada em cangas espalhadas pelo chão, tomando seu vinho e comendo seus petiscos, uma excelente experiência.
Quando a viagem chegou ao fim, voltamos para casa com muito mais do que fotos na galeria do celular. Entre perrengues, passeios, novos sabores e experiências profissionais, Brasília deixou histórias que certamente serão lembradas por muito tempo.


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